Crise de Asma

Nas últimas duas décadas tem havido aumento significativo das doenças alérgicas, dentre elas a asma brônquica.

Felizmente, a maioria dos casos de asma (indevidamente chamada de bronquite alérgica, bronquite asmática ou simplesmente bronquite) é bem controlada com o tratamento.

O que é asma mal controlada?

Na asma mal controlada outras doenças ou certas condições podem causar ou agravar a asma, dificultando sua melhora. Assim, doenças pulmonares crônicas (bronquite e enfisema); sinusites; doença do refluxo; fatores ambientais (ácaros da poeira, mofo, pelo de animais); fumaça de cigarro; certos medicamentos e problemas sócioeconômicos podem estar envolvidos no fracasso do controle da asma, devendo ser identificados e afastados.

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Bebê Chiador (Lactente Sibilante)

Bebê Chiador ou Lactente Sibilante é a criança menor de 2 anos que apresenta chiados recorrentes. Os vírus são os principais agentes etiológicos e os sintomas melhoram com o crescimento. Em alguns casos, ocorre a evolução para um quadro de asma.

Crianças pequenas podem ter de 6 a 8 infecções virais por ano e alguns desses vírus estão relacionados com chiado persistente durante a infância.
  • Adenovírus: sua infecção está relacionado a quadros graves de chiado
  • Vírus Sincicial Respiratório: é o vírus responsável pela bronquiolite na infância
  • Rinovírus: é o vírus mais prevalente

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Broncodilatadores Inalatórios: Mitos e Verdades

     Os broncodilatadores inalatórios, também conhecidos como Berotec® e Aerolin®, são medicações importantes no tratamento da crise de asma.

O pulmão é formado por brônquios e bronquíolos, que são como pequenos canos que levam o ar até os vasos sanguíneos, permitindo a troca de oxigênio do ar para o sangue. Quadros inflamatórios, que podem ser de causa alérgica (como na asma ou bronquite) e infecciosa (como ocorre na bronquiolite), fazem com que o diâmetro desses canos fiquem menores, dificultando a passagem de ar, causando o chiado ou sibilo (barulho semelhante a um miado de gato), que dependendo da gravidade levam a falta de ar ou cansaço.

 

Diferença entre o brônquio normal e o brônquio inflamado.
Fonte: Word Gate Brasil

 

Os broncodilatadores inalatórios têm esse nome pois dilatam os brônquios, relaxando a musculatura ao redor deles, aumentando seu diâmetro e consequentemente a passagem de ar. Por isso, essas medicações são importantes nas crises de asma.

Formas de apresentação dos broncodilatadores inalatórios:

  • Berotec® ou fenoterol: em gotas, utilizado com nebulizadores e soro fisiológico
  • Aerolin® ou salbutamol: em gotas, utilizado com nebulizadores e soro fisiológico
  • Aerolin® ou salbutamol: em aerossol, utilizado com espaçador e máscara em crianças menores de 3 anos, espaçador e bucal em crianças até 5 anos e diretamente na boca em crianças maiores e adultos (não deixe de conferir o post: Diferentes Tipos de Inaladores)

Muitos pacientes têm muitas dúvidas e medo a respeito dessas medicações. Aqui estão algumas mais frequentes, com as respectivas respostas:

 

1) Os broncodilatadores aceleram o coração?

Sim, eles têm essa ação pois os receptores do nosso corpo que se ligam a eles não se encontram apenas no pulmão, mas também em vasos sanguíneos e no coração. Sua ação no coração é aumentar a frequência cardíaca. Arritmias (batidas do coração em ritmo irregular), infartos ou outras alterações não são efeitos colaterais quando usado nas doses preconizadas. Pacientes com problemas no coração devem consultar o seu médico sobre o uso dessa medicação, pois algumas doenças combinado com o uso dos broncodilatadores aumentam o risco de ocorrência de arritmia.
Lembre-se também que o aumento da frequência cardíaca é um efeito transitório e que esse é um fenômeno que ocorre normalmente durante o dia a dia, como quando fazemos exercícios físicos, quando ficamos ansiosos, entre outros.

 

2) Quem usa broncodilatador pode ficar viciado?

Não! Isso é um mito, essas são medicações que não causam dependência! O que acontece é que pessoas que apresentam crises frequentes e/ou sintomas diários necessitarão com maior frequência dos broncodilatadores. O ideal é que o tratamento de prevenção seja feito para que a ocorrência das crises diminua. Esse tratamento é feito com corticóide inalatório, entre outras medicações.

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Higiene do Ambiente: Parte Fundamental no Tratamento das Alergias

Realizar a higiene do ambiente faz parte do tratamento das alergias respiratórias

A alergia é a reação exacerbada de uma pessoa a proteínas do meio ambiente. As proteínas principais que levam a sintomas respiratórios e nasais são os inalantes, que incluem ácaros, fungos, barata, epitélio de cães e gatos.

    Assim, parte do tratamento das alergias é evitar esses alérgenos, principalmente dentro de casa!

 

Higiene ambiental e sua importância nas alergias

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Imunoterapia


A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias.

Como funciona?

    O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (3- 5 anos). A imunoterapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica. 

Alergia é uma reação do sistema imunológico. Uma das apresentações mais comuns de alergia é caracterizada pela formação de anticorpos de uma determinada classe de proteína, chamada de imunoglobulina E (IgE). Estes anticorpos são específicos para componentes (alérgenos) do ambiente, como os ácaros da poeira, pólens, fungos, alimentos e insetos. 

A imunoterapia procura reduzir o grau de sensibilização (nível de anticorpos IgE) impedindo reações alérgicas graves como a anafilaxia e interfere na inflamação característica da rinite alérgica e da asma brônquica levando a uma melhora perceptível na qualidade de vida do paciente. 

     A Organização Mundial de Saúde recomenda a imunoterapia como uma forma de tratamento comprovadamente eficaz nas doenças alérgicas. É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença.

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