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Vacina contra Gripe

A vacina contra Gripe é realizada no início do período de maior circulação do vírus, ou seja, no outono/inverno.

Para saber mais sobre os sinais e sintomas da Gripe confira o Post completo sobre Gripe.

Do que protege?

Protege contra o vírus Influenza, causador da Gripe.

Existem dois tipos de vacina contra gripe: trivalente e quadrivalente.

  • Trivalente: protege contra 3 subtipos do vírus, 2 cepas do vírus A e 1 cepa do vírus B
  • Quadrivalente: protege contra 4 subtipos do vírus, 2 cepas do vírus A e 2 cepas do vírus B

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Refluxo: quando é normal e quando é doença?

Refluxo é frequente em bebês pequenos devido a imaturidade do esôfago (órgão que liga a boca ao estômago). É importante diferenciar o que é doença e o que é normal, pois nem todos os bebês com refluxo vão necessitar de tratamento com medicamentos.

 

O que é refluxo?

Refluxo gastro-esofágico é caracterizado pelo retorno do alimento do estômago para o esôfago e boca. É um fenômeno que em crianças saudáveis dura menos de 3 minutos e pode ocorrer várias vezes ao dia sem causar incômodo. Nesses casos, chamamos o Refluxo de Fisiológico, pois é um fenômeno natural do corpo humano.

Em alguns casos, o refluxo pode levar a sintomas e complicações. Nesses casos, é chamado de Doença do Refluxo Gastro-esofágico (DRGE). A DRGE é uma doença frequente em crianças, de caráter benigno e com boa evolução, mas que podem causar grande incômodo ao bebê e familiares.

 

Os principais sintomas em bebês são:

  • Vômitos ou regurgitações frequentes associado a:
    • Ganho de peso insuficiente
    • Irritabilidade
    • Choro excessivo
    • Distúrbios do sono
    • Eructações excessivas
  • Outros sintomas mais raros são: pneumonias de repetição, tosse, rouquidão

Em bebês os sintomas de refluxo aparecem nos primeiros meses de vida e melhoram em 80% dos casos por volta dos 12 a 18 meses.

Alguns bebês têm risco aumentado de ter DRGE:

  • Alteração neurológica
  • Obesidade
  • Algumas síndromes genéticas
  • Atresia esofágica
  • Doenças pulmonares crônicas
  • Prematuridade

 

Os principais sintomas em crianças são:

  • Dor em queimação no peito
  • Vômitos
  • Irritabilidade
  • Diminuição do apetite
  • Dor e dificuldade para engolir
  • Outros sintomas mais raros: pneumonias de repetição, tosse, rouquidão, erosão dos dentes

 

Quando é Refluxo Fisiológico?

Se a criança não fica incomodada (irritada, chorosa) com os vômitos e regurgitações, apresenta ganho de peso adequado e desenvolvimento normal o refluxo é fisiológico, ou seja, normal.

O Refluxo pode acontecer em bebês saudáveis pela imaturidade do esfíncter esofágico interno (EEI), cuja função é impedir o retorno do alimento do estômago para o esôfago. conforme o bebê cresce, o esfíncter amadurece e passa a desenvolver sua função de forma eficaz, diminuindo assim, a quantidade de vômitos e regurgitação.

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O Refluxo Fisiológico é caracterizado pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago devido a uma imaturidade do Esfíncter esofágico inferior.

O acompanhamento com Pediatra é importante para diferenciar o que é doença do que é normal!

 

E a regurgitação? O que é?

É o retorno do alimento sem esforço e não-projetado, diferente do vômito. Ocorre diariamente em 50% dos bebês menores de 3 meses. Resolve espontaneamente aos 12 a 14 meses de vida e não causa desconforto e incômodo.

Bebês que usam fórmula infantil têm mais refluxo?

Não!

A DRGE e o refluxo fisiológico acometem igualmente bebês em fórmula infantil ou no seio materno.

 

Que medidas podem ajudar a melhorar os sintomas?

Em bebês:

  • Diminuir o volume das mamadas em bebês que usam fórmula infantil
  • Fórmulas com espessante
  • Cabeceira elevada a 30 graus e manutenção da criança ereta no período pós-mamada por aproximadamente 30 minutos

Crianças e Adolescentes:

  • Perda de peso nos casos de obesidade
  • Modificações na dieta, como chocolate, tomate, café e alimentos ricos em gordura devem ser evitados
  • Dormir com a cabeça da cama elevada e deitado para o lado esquerdo
  • Evitar consumo de álcool e tabagismo

 

Medicamentos para DRGE

Tratamento medicamentoso deve ser realizado com supervisão médica e acompanhamento e consiste de medicamentos que inibem a secreção ácida proveniente do estômago:

  1. Inibidores da bomba de próton, como omeprazol, esomeprazol, lanzoprazol
  2. Antagonistas do receptor H2, como ranitidina

 

DRGE pode ser causado por Alergia a Proteína do Leite de Vaca?

Sim!

Uma parcela dos bebês com DRGE vão ser alérgicos a proteína do leite de vaca. Nesses casos, o diagnóstico é feito através da retirada da proteína do leite de vaca da dieta do bebê e avaliação da melhora ou não dos sintomas.

A reintrodução do leite de vaca deve ser feita para confirmar a alergia: caso os sintomas retornem, está feito o diagnóstico.

Lembrando que dieta de restrição alimentar deve ser feita com acompanhamento médico! Existem fórmulas e orientações específicas para as alergias alimentares!

 

 

Fonte: 

  • Artigo de Revisão: Refluxo gastroesofágico. Rocksane C. Norton1, Francisco J. Penna. Jornal de Pediatria – Vol. 76, Supl.2, 2000
  • ESPGHAN/NASPGHAN 2009

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença hemorrágica viral aguda grave transmitida por mosquitos infectados. Uma pequena porcentagem de doentes que contraem o vírus apresentam sintomas graves e cerca de metade destes podem evoluir a óbito no prazo de 7 a 10 dias.

Como é transmitido?

A doença apresenta dois ciclos de transmissão epidemiologicamente distintos: silvestre e urbano.

Ciclo Silvestre

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata.

A forma silvestre é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas. Em geral, apresenta-se sob a forma de surtos com intervalos irregulares, sem ciclicidade definida.

Ciclo Urbano

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

No Brasil

Foram definidas duas áreas:

  1. Área com recomendação da vacina, correspondendo àquelas áreas onde se reconhece o risco de transmissão;
  2. Área sem recomendação de vacina, correspondendo às “áreas indenes”, sem evidência de circulação viral.

Não é possível que uma pessoa infectada transmita diretamente o vírus para outra.

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Fatores de risco para desenvolver a doença

Esta doença acomete com maior frequência o sexo masculino e a faixa etária acima dos 15 anos, em função da maior exposição profissional, relacionada à penetração em zonas silvestres da área endêmica.

Outro grupo de risco são pessoas não vacinadas que residem próximas aos ambientes silvestres, onde circula o vírus, além de turistas e migrantes que adentram estes ambientes sem estar devidamente imunizados. A maior frequência da doença ocorre nos meses de dezembro a maio, período com maior índice de chuva, quando a reprodução do mosquito é elevada, coincidindo com a época de maior atividade agrícola.

Sintomas

Uma vez contraído, o vírus da febre amarela mantém-se em incubação no corpo durante 3 a 6 dias. Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas quando estes ocorrem, os mais comuns são:

  • Febre alta
  • Náuseas
  • Vômito
  • Fadiga
  • Dores musculares
  • Dores de cabeça

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem após 3 ou 4 dias, evoluindo com melhora total dos sintomas e adquirindo imunidade (proteção) permanente contra a febre amarela.

No entanto, em torno de 10 a 20% das pessoas que contraírem o vírus podem evoluir para uma forma mais tóxica, após uma breve (24 a 48 horas) recuperação dos sintomas iniciais. A febre alta retorna e outros órgãos são afetados, normalmente o fígado e os rins, causando outros sintomas, como:

  • Pele e olhos amarelados (icterícia: coloração amarelada que pode ocorrer na mucosa e/ou na pele)
  • Sangramentos
  • Fezes escuras
  • Diminuição da urina

     

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Icterícia

 

Tratamento

Não há tratamento específico para a doença, mas há cuidados específicos para tratar a desidratação, problemas do fígado e do rim, febre e dor. Aspirina (AAS) deve ser evitado, pois seu uso pode favorecer o aparecimento de sangramentos espontâneos piorando o quadro clínico.

Prevenção

A única forma de evitar a febre amarela silvestre é através da vacina, que é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano.

Já a febre amarela urbana pode também ser prevenida evitando a disseminação do Aedes aegypti, que transmite também dengue, zika e chikungunya. O Aedes prefere depositar seus ovos em água limpa e próximo a casa. Assim, é responsabilidade de todos evitar o acúmulo de água parada nas residências (veja dicas no Post sobre Dengue na parte sobre Prevenção). Também, o uso de repelente ajuda a evitar a picada do mosquito.

Vacina contra Febre Amarela

A vacina é atenuada, ou seja, contém o vírus da febre amarela enfraquecido, cultivado em ovo de galinha.

Todos que vão viajar ou moram em áreas endêmicas têm indicação de realizar a vacina.

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde orientam que 1 dose da vacina é suficiente para conferir proteção para toda vida.

Indicações

  • Crianças maiores de 9 meses até adultos com 60 anos

Contra-Indicações

Por ser uma vacina de vírus vivo, algumas pessoas não podem recebê-la:

  • Transplantados
  • Pacientes com doença imunosusupressora, como Aids ou Imunodeficiências Primárias
  • Pessoas com doença auto-imune ou câncer que utilizam medicações que causam diminuição da imunidade (converse com seu médico antes de realizar a vacina)
  • Gestantes
  • Crianças menores de 6 meses
  • Idosos (maiores de 60 anos) devem conversar com o seu médico para avaliar riscos e benefícios

Por ser uma vacina que é cultivada em ovo de galinha, os pacientes com ALERGIA À OVO que já apresentaram anafilaxia (reação alérgica grave) devem evitá-la pelo risco de reação. Caso o risco de infecção pela Febre Amarela seja muito grande, existem opções para a realização da vacina. Converse com seu Alergista.

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Cuidados Antes da Vacinação

  • Não é necessário nenhum cuidado específico antes de realizar a vacina
  • Em caso de febre, recomenda-se adiar a vacinação até melhora
  • Qualquer sintoma ou reação adversa deve ser notificado na Unidade de Saúde onde foi realizado

 

Quem amamenta pode receber a vacina?

Mulheres amamentando crianças abaixo de 6 meses de idade: Se a vacinação não puder ser adiada até o bebê completar 6 meses, a mãe deve realizar, antes da vacinação, a ordenha do leite e manter congelado por 28 dias, em freezer ou congelador, para uso durante 28 dias (no mínimo 15 dias), período em que há risco de transmitir o vírus vacinal pelo leite e contaminar o bebê. Confira o post sobre Extração e Armazenamento do Leite Materno

Efeitos Adversos da Vacina:

  • Dor leve a moderada com duração de 1 a 2 dias no local da aplicação pode ocorrer em 4% das pessoas vacinadas
  • Manifestações gerais, como febre, dor de cabeça e muscular são os eventos mais frequentes e acontecem em cerca de 4% dos que são vacinados na primeira vez e menos de 2% nas segundas doses
  • Apesar de muito raros, podem acontecer eventos graves:
    • Reações alérgicas
    • Doença neurológica (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico)
    • Doença em órgãos (infecção pelo vírus vacinal causando danos semelhantes aos da doença)
    • No Brasil, entre 2007 e 2012, a ocorrência destes eventos graves foi de 0,42 caso por cem mil vacinados.
    • Na suspeita de reação grave procure um serviço de saúde

 

Vacina Fracionada: entenda

A vacina fracionada da febre amarela consiste na realização de 1/5 da dose plena. Estudos mostram que essa dose confere proteção durante um determinado período (em torno de 8 anos).

Assim, a recomendação atual é: pessoas que receberem a dose FRACIONADA da vacina devem realizar uma nova dose após 8 anos.

A dose fracionada será iniciada no final de janeiro/começo de fevereiro em alguns estados do Brasil.

Quem receberá a dose fracionada?

  • Pessoas saudáveis, sem problemas de saúde
  • Faixa etária de 2 a 60 anos de idade

 

Quem receberá a dose plena, mesmo quando a dose fracionada for iniciada?

  • Crianças de 9 meses a 2 anos
  • Pessoas com doenças crônicas que não têm contra indicação de realizar a vacina. Converse com o seu médico caso você tenha algum problema de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde / Organização Mundial da Saúde(OMS) / Sociedade Brasileira de Imunização

 

Pronto Socorro: quando realmente devo levar meu filho?

Pronto Socorro (PS): pra que serve?

O Pronto Socorro tem o intuito de atender urgências e emergências, ou seja, doenças agudas graves ou doenças crônicas agudizadas que podem causar sequelas ou até mesmo óbito.

As principais queixas no Pronto Socorro Infantil são sintomas respiratórios e traumas (quedas, cortes). Nas crianças pequenas, os sintomas respiratórios são causados principalmente por infecções virais e/ou bacterianas.

No entanto, o que vemos atualmente nos Pronto Socorros são consultas para sintomas que não se enquadram em urgências ou emergências. Muitos pais acreditam que o atendimento será mais rápido e efetivo, porém quase sempre isso não é verdade.

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Protetor Solar

Você sabia que 80% da exposição a raios UV ocorre na infância? Exposição solar excessiva nessa faixa etária está relacionado a maior incidência de câncer de pele na idade adulta. Assim, o uso de protetor solar é fundamental, e não apenas no verão.

 

Como funciona o Protetor Solar?

O Protetor Solar age bloqueando os raios ultravioletas B (UVB), responsáveis por queimaduras. O Fator de Proteção Solar (FPS) é calculado com base no tempo necessário para desenvolver queimadura leve quando 2 gramas de protetor é aplicado em 1 cm2 de pele. A maioria das pessoas acaba aplicando menos protetor solar que o desejado, e assim o FPS torna-se menor do que o descrito na embalagem.

Dessa forma, aplique de forma generosa o Protetor Solar na pele da criança. Lembre-se que água, areia e neve refletem 10%, 15% e 80% respectivamente e por isso
na praia pode ocorrer queimadura mesmo na “sombra” ou dentro da água.

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Repelentes

O uso de repelentes é medida importante na prevenção de doenças como zika, dengue, chikungunya e febre amarela. Conheça nesse Post os tipos de repelente e a partir de qual idade podem ser usados.

 

Bebês de 0 a 6 meses

Nessa faixa etária não existem estudos de segurança dos repelentes.

Assim, o ideal é que a proteção contra picada de inseto deve ser feita das seguintes formas:

  • Uso de mosquiteiro ao redor do berço
  • Roupas de cor clara ajudam a repelir os mosquitos, enquanto roupas escuras atraem
  • Roupas com manga longa e calça comprida
  • Evitar perfumes pois atraem os mosquitos
  • Existem produtos que podem ser aplicados apenas na tela ou mosquiteiros, chamados de permetrina spray 0,5%. Não aplicar diretamente na pele!
  • Repelentes elétricos diminuem a entrada dos mosquitos na casa e devem ser colocados próximo a entradas.

Caso a exposição a mosquitos seja importante e uso de repelentes seja inevitável, converse com o seu pediatra.

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